E os brasileiros foram dormir ontem com um gosto amargo na boca. Gosto de quem acreditou de novo que talvez a sexta estrela viesse. Ela não veio. Não dessa vez.
É chocante pensar que jovens de 24 anos ainda não tiveram o gostinho de gritar é campeão. De ver a amarelinha erguendo a tão sonhada taça.
Minha geração viu a seleção de 2002 fazer história. Alguns eram muito pequenos e lembram pouco. Eu lembro de ser um domingo cedinho, e quando ganhamos fomos na pracinha soltar 3 bombinhas que eu e meu irmão havíamos ganhado. É os anos 90/2000 não foram em vão.
Era bonito de ver todo mundo feliz na segunda. Os jornais noticiando: É PENTA! Dá uma nostalgia, uma saudade. Entendo também a geração dos nossos pais e nossos avós quando falam: é não sei se verei o Brasil ganhar uma Copa do Mundo de novo.
Pode ser, leigamente falando que faltou a raça que Cabo Verde teve no jogo de sexta. Onde mesmo eliminados, fizeram um trabalho excelente. Pode ser que tenha faltado o sangue no olho, (e aqui não estou falando de peitar ninguem como aconteceu), e talvez também um pouco de maturidade de alguns dos nossos jogadores.
Sou leiga como disse em falar. Não sou nenhuma analista super de futebol. Eu gosto é do clima que fica na cidade quando tá tendo Copa. De ver crianças esperançosas com o Brasil, se espelhando nos novos jogadores. De ver a galera se reunindo pra ver pelo menos as fases de grupo, confraternizando. E até as bandeirinhas verde/amarelhas tremendo ao vento em algumas ruas trás uma sensação de quem sabe vem.
Nós que já vivemos alguns bons momentos da seleção temos que deixar que as gerações novas acreditem que possa vir. Incentivar da forma que for. A gente viveu, nossos pais viveram, e torço muito pelo dia que a geração do meu sobrinho possa também falar: Eu vi o Brasil ser campeão da Copa.
Agora fica a questão: quem leva essa? E quem será o novo ídolo da geração?
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