O ano parece estar engolindo a gente né. Tem dias que passam em horas, semanas que nem percebemos que acabou e começou, meses que foram e nem vimos direito.
E no meio disso tudo tivemos que lutar batalhas que não queríamos, que não estávamos prontos. E enfrentamos. De um jeito ou de outro. Se chegamos aqui hoje, é que vencemos.
Pode ter sido dificil. Pode ter sido desafiador. Você as vezes se pergunta como passou ou como vai passar caso ainda esteja acontecendo. E por vezes o melhor a fazer em certas batalhas é aceitar o novo normal, o novo começo, o novo padrão.
Como diria o ditado: o que não tem remédio, remediado está. E eu demorei a entender e também a aceitar isso. Aceitar algumas mudanças na minha vida, na minha rotina, na minha existência.
E por vezes, na maioria, por que não? Essas lutas são internas. Somos nós e nossos divertidamentes entrando em curto. A gente luta contra nossa mente, nosso cansaço, nosso coração. E por vezes a gente não queria ter que lutar com isso, mas infelizmente não tem como. E vão tentar nos dizer até como devemos nos sentir, mas não devemos dar ouvido, não se acharmos se o que estamos fazendo é o certo.
Tudo bem, tudo bem sentir, chorar, gritar. Ou não. Ou não esboçar emoção. Não quer dizer que você é insensível, quer dizer que pode ser que você tenha aceitado que aquilo será assim, e que não adianta dar murro em ponta de faca, se o único a se machucar é você e os que ama.
Vamos tentar viver a vida mais leve. Fases ruins teremos todos. Recalcular rota talvez seja mais necessário do que a gente gostaria. Respirar fundo vai se tornar primordial. Mas passa, são fases. Passa.
A gente questiona, briga, xinga. Mas quando olha pra trás, vê que passou, e que hoje aquele fardo de toneladas, nem era tão pesado assim.
Seguimos juntos, um dia por vez. Certo?

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