Sei que muitos não estiveram nem ligando, outros acham um absurdo a repercusão que teve (ainda que pequena), e outros estavam muito afim que as coisas dessem muito certo (eu era a desse grupo).
Quando fiquei sabendo da Copa do Mundo de Futebol Feminino desse ano, fiquei animada, mesmo sabendo que não tem aquela repercussão quando é do Masculino. Mas, daria um jeito de acompanhar.
O que me surpreendeu foi no primeiro jogo a empresa em que eu trabalho ter disponibilizado um café da manhã, para acompanharmos o jogo. E o que não me surpreendeu foi ver tanta gente (homens na maioria) bravos com isso.
Ouvir comentários do tipo: pra quê isso? Mulher não joga nada. São tão ruins que não vale a pena, ou pior os que tentam elogiar mas estragam como: ah pelo menos ver mulher jogando é bonito (no teor sexualizado da coisa). Eu revidei sim para alguns, porque afinal de contas: colocamos tanta expectaviva nos homens, apoiamos, vestimos a camisa e ai? Deu em nada.
Por que não poderíamos ou deveríamos apoia-las? Afinal, é TUDO FUTEBOL certo?
Infelizmente, essa discussão ainda caminha a pequenos passos. No devagar e sempre. Está mudando? Sim. Mas que ainda temos um longo caminho a percorrer, ah sim isso temos.
Eu estava empolgada, mesmo sabendo que nossas chances não eram tão altas. Somos brasileiros, e a gente é intenso! Tinha esperança de chegarmos pelo menos as quartas, mas não conseguimos. E ver o choro das meninas, algumas segurando, outras deixando sair, doeu. Foi complicado.
Como Marta disse numa reportagem: hoje nossas meninas são sortudas por poderem ver mulheres jogando pela TV e pela internet. Na época dela, ela tinha poucos recursos para se espelhar. Então, vamos apoiar sim, um pouco por dia, um pouco por vez.
A nova geração precisa saber mais sobre Marta, Ary, Tamires, Debinha... no mesmo tanto que sabe sobre Neymar, Gabi Gol e Cássio. A balança precisa ficar igual, as coisas precisam mudar.
Talvez, na próxima, a gente chegue mais longe. Mesmo que nem todas que estiveram em 2023 estejam. Mesmo que ainda sim, a gente não veja a rua de verde e amarelo, as pessoas com as camisetas do Canarinho ou que tenha albúm de figurinhas. E quem sabe, essa pode ser aqui, em terras brazucas.
Obrigada meninas, obrigada Pia. Não deu, acontece. Mas um dia, a primeira estrela feminina virá, e eu tenho certeza que não verei só essa ser conquistada.
Driblou, fintou, bateu, é gol!

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