terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Andei Lendo: O Diário de Anne Frank



Oi, oi gente!

Sabe quando você escuta sempre falar de um livro e você coloca como 'um dia lerei'? Foi assim com O Diário de Anne Frank. 


Mas Carol, ele é tão acessível hoje! Sim! Eu sei disso. Mas parecia que nunca chegava a hora de te-lo em mãos e desfrutar da história. Até que isso foi possível. Só que como foi, ficará para outro post.


Anne Frank foi uma menina, que tinha 13 anos quando precisou se esconder num abrigo, que ela chamava de anexo, para fugir dos alemães durante o período da Segunda Guerra Mundial. Anne e sua família eram judeus, que estavam sendo perseguidos naquela época. Então, eles e mais alguns conhecidos se refugiaram nesse abrigo. 


Eles tinham alguns protetores, que levavam os alimentos que conseguiam, roupas e algumas distrações como livros e jornais. O abrigo ficava em um armazém, atrás de uma estante. E qualquer movimento em falso poderia ser perigoso. Um pouco antes de se esconder, Anne ganhou de aniversário um diário e decidiu que faria anotações de seus dias ali. Fatos, notícias, sentimentos. Tudo que se passava na cabeça e no coração iria pro papel.


Anne queria ser escritora, queria contar o que passou ali. O medo dos bombardeios, das quase descobertas que aconteceram, de tudo que ela trazia no coração. Ela queria contar pro mundo como era ser uma sobrevivente da guerra. Uma parte disso aconteceu, e outra não, infelizmente. 


Nada é muito certo sobre a morte de Anne. O livro acaba com seu último registro e só. Depois são apenas relatos de pessoas que ficaram sabendo uma coisa ou outra e acabaram juntando os fatos. 


Eu gostei muito de ler. É bem triste, como eu imaginei que seria. Você sente a ansiedade dela, o medo, a depressão. Você se emociona quando ela conta o que quer fazer no próximo ano assim que sair dali, quando a guerra acabar. Os sonhos que ela trazia no peito, ainda tão menina, mas tão madura. 


Ela viveu um lado da guerra e retratou fielmente. Por vezes parece que sentiremos os cheiros que ela relata, os sabores, os barulhos. Você fica imaginando como era o local, a cama, a mesinha que ela escrevia. 


Incrível como podemos admirar uma pessoa que viveu tão antes de mim. Que passou por coisas que eu jamais imagino passar. Esse livro pode não parecer, mas tem muito a ensinar! E só fez com que eu marcasse mais um lugar que quero conhecer no mundo: o anexo! Sim, ele existe, e está localizado em Amsterdam. 


Sei que não é um livro fácil, mas se você quer ver uma parte da história, através de um olhar puro, de alguém que estava desabrochando pra vida, que conhece coisas de maneiras diferentes e que até aprendeu por pouco tempo sobre amor, leia e deixe Anne falar com você. Você vai rir, chorar, se emocionar e se surpreender a cada dia que ela deixa você conhecer um pouco do Anexo. 

Classificação Literária: 💖💖💖💖💖

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