quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Andei Lendo: O Sol é para todos, Harper Lee



 Oi, oi...

Não sei se cheguei a comentar aqui: Tem dois anos que sempre peço um livro emprestado para a Tia Tata, tia do Fê. Ela é uma leitora assídua e sempre tem boas indicações.. Eu pedi o Comer, rezar e amar (que ainda não vi o filme) e junto como de costume veio um de indicação. Esse daí. E com um bilhete todo fofo. Coisas de Tia Tata.

Enfim, esse livro é lindo! Incrível. Eu já tinha ouvido falar, lido alguma coisa ou outra, mas nunca nem tinha passado pela minha cabeça ler o mesmo. A história é narrada pela fofíssima (mas não se negane pela meiguice) Scout. Ela é filha de um advogado, que em meio aos anos de 1930, decide arriscar e defender um negro, que está sendo acusado por estrupar uma mulher branco. 

O livro trás bem essa temática de racismo. De como nessas épocas as coisas eram para quem era 'diferente' e como ir contra a maioria poderia ser arriscado. 



Como a história é narrada pela menina, alguns momentos ela fica mais leve e descontraída, como uma criança realmente enxerga o mundo. Mas em outros parece que a menininha amadurece uns 50 anos e te dá lições que você até percebe que está segurando a respiração de tão profundo que foi.

Enalteço aqui o personagem de Atticus, pai de Scout. Um personagem que você ama, admira, entende e quer lutar com ele e por ele. E como ele trata os filhos, mesmo em meio a confusão total da época é fascinante!

Foi um livro que me fez pensar muito em como levo a vida, em conceitos, preceitos. Virou um dos meus favoritos de 2018. Farei depois um ranking aqui. E creio que deva ser lido por qualquer pessoa, em qualquer idade. Desde os 'xóvens' que estão começando a ver a vida aos mais velhos, que podem aprender muito mais ainda do que já sabem, ou acham que sabem. 

Algumas citações:

'Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela!' Atticus

'Tente lutar com idéias para variar!' Atticus

'A única coisa que não se deve curvar ao julgamento da maioria é a consciência de uma pessoa!' Atticus

'Ninguém precisa mostrar tudo que sabe. Não é educado!' Calpúnia

Classificação Literária da Blogueira:  ♥♥♥♥

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Andei Lendo: Pequenas Grandes Mentiras, Liane Moriarty


Confesso que não queria fazer a resenha desse livro agora. 

Eu li esse livro na metade do ano passado senão me engano e adorei. Gostei muito. Acho que nunca tinha lido nada com esse tema de investigação com romance digamos assim. E queria trazer junto com a resenha do livro a da série, porém ainda não consegui assistir. Então antes que seja tarde, trago a do livro. Assim que ver a série, venho aqui de novo.

PGM trás a história de três protagonistas: Madelaine, que quer ter o controle de tudo e de todos. Agradar a todos e lutar pelos bem dos que ama. Porém enfrenta dilemas: o ex marido resolve matricular a filha dele com a atual mulher na mesma escola que sua caçula. Nessa mesma escola também estudam os filhos de Celeste, gêmeos e terriveis. Todos admiram Celeste por sua beleza estonteante e por seu casamento perfeito, afinal tem o marido mais bem sucedido do pedaço e vive a vida perfeita. Até a página 2, porque em quatro paredes ninguém sabe o que realmente acontece. E para fechar esse triangulo temos Jane, a mãe solteira, nova na cidade, que trás consigo seu pequeno filho, que no primeiro dia de aula, já causa um reboliço na escola. Mas até onde o pequeno tem culpa? 

Logo no inicio sabemos que houve um assassinato, no dia da festa dos pais, onde houve muita bebedeira, e uma confusão. Porém, não sabemos quem foi morto nem que matou. Temos ao fim de cada capítulo depoimentos dos pais que estavam na festa. Então nisso você acaba descartando algumas pessoas e tal. 

Gostei muito do livro. Me prendeu do ínicio ao fim. Tem bons personagens. Você se sente parte da história, parece que está lá dentro as vezes. Os personagens se completam bem e se amarram um ao outro. Gosto muito da Madeline, mas confesso que me identifico também com a Jane. Tive vários palpites ao longo do livro, acertei quem morreu porém não quem matou. Ai já seria demais né kkkk. E gostei que ele revela quase no fim, porém ainda temos uns capítulos que vão complementando a história toda. 



Estou ansiosa para ver a série. Gostou muito das atrizes. Principalmente da que faz a Madeline. Espero não me decepcionar e nem que mudem coisas primordiais para ficar 'bom para a TV'.

Se você quer ler um livro que te prenda e que renda, indico muito esse de verdade.

Única citação que anotei:

'Mas as vezes fazer a coisa errada, também era certo!' Madeline, Página 373

Classificação Literária da Blogueira:  ♥♥♥♥



quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Seriando-se: Vai Anitta!

E já adianto que se ver comentários do tipo: Aff que lixo! Não acredito que você curte isso! Serão delatados sem nenhum aviso.

Voltando...

Eu não sabia que lançaria uma série/documentário sobre a cantora. Quando recebi o email fiquei aguardando ansiosa o dia. Demorei ainda um pouco para começar, mas depois vi de uma vez. Sou fã da Anitta, desde a época que ela ainda assinava com MC Anita, com a música Menina Má, por exemplo.

A série mostra o começo da carreira dela lá fora. E foi muito bacana ver. As vezes só acompanhamos as coisas através de programas de TV ou clipes. E não temos ideia do que tem por trás disso tudo.

Ela foi pra fora, conseguiu um empresário que acreditou nela e dali uma coisa puxou outra. O legal é ver que ela foi sem pretensão, arriscou e conseguiu. Valorizaram o trabalho dela lá fora, coisa que muitas vezes, por preconceito muitos não valorizam aqui. Ela fez parcerias incriveis, clipes que ficaram impecáveis e que ver o trabalho que deu para cada um deles agora, faz com que quando eu assista eu vejo com olhos de 'puxa, deu trabalho a beça'.

É um outro mundo, longe do meu e do seu talvez. Porém, nem tudo são flores. Tem horas que bate a bad sim, que não dá vontade, que não temos clima mas tempos que colocar um batom e seguir cantando. Como muitos de nós fazem todo dia. A diferença é que a vida dela é exposta. E tudo que ela faz é criticado, sendo bom ou mal.

Eu ri, cantei, me emocionei e me empolguei a cada episódio. E quando acabou eu fiquei com um olhar de: tá, cade a segunda temporada agora? E segundo rumores está confirmada. Fiquei feliz em ver que pessoas que não curte o estilo dela, nem a música, viram a série e falaram: é um bom trabalho sim.

Então, se você procura algo para assistir sobre um artista brasileiro em ascensão, se abstendo de preconceitos e tal, assista Vai Anitta. 



quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

É ruim voltar ao mundo real...

Não, não, não... Não estou falando de voltar ao serviço depois das festas de fim de ano!

Estou falando como me senti ao voltar ao trabalho na segunda feira após ter passado um sábado todo na CCXP 2018. Foi a quinta edição da feira, e a quinta que eu fui. Já é sagrado, é de lei. 

E como me sinto bem lá. E como sempre rola toda uma preparação antes. Pensar no look, no que levar de comida, como ir e coisa e tal. Um mês antes já começa a dar faniquito, o coração palpita e a gente fica torcendo para chegar a hora de estar lá.

Foi ainda mais grandioso esse ano. Vi pessoas que me planejei o ano todo para ver e consegui curtir bem a feira. Passamos um frio básico na fila, afinal chegamos de madrugada, mas depois o calor humano lá dentro compensava.

E ver pessoas que você vê na internet todos os dias, ali do seu lado. Te dando oi e parando pra foto. É mágico. Irreal. Você fica com cara de bobo o tempo todo, afinal seu coração está feliz e é ali o lugar preferido e onde você pode ser você mesmo o tempo todo.

Ver cada pessoa ali com o mesmo ideal. Ver que cada um curte a feira de um jeito. Isso me encanta na CCXP. Existem os que curtem correr atrás de todos os Influencer's que estão lá, os que amam ver os quadrinistas e ficam horas a fio no AA, outros que esperam ansiosos por conseguir mais aquela peça exclusiva para a coleção, e os que apenas vão, sem pretensão e fazem a sua CCXP particular, valer a pena.

Quem foi sabe do que estou falando. Seja para trabalhar, para expor ou para visitar. A energia ali é incrível. Aquela música tema arrepia lá no fundo da alma, como na cena com o Homem Aranha no Guerra Infinita. 

É estranho acordar no domingo e ver que aquele dia que você esperou o ano inteiro já passou. E tem mais um ano todo pela frente para esperar. É complicado voltar na segunda feira, acordar cedo, colocar o uniforme da empresa quando na verdade você queria colocar sua camiseta de super herói. É dificil acreditar que você deve voltar a planilhas, maquinas, clientes, quando seu coração só queria mais um dia ali naquele universo incrível criado para realizar o sonho de inúmeros nerds, gamers, geek's de coração, corpo e alma!

Valeu CCXP 2018, e CCXP 2019, pode vir... o coração já espera ansioso!!




terça-feira, 1 de janeiro de 2019

365 chances de fazer o novo!

Um nova pagina virada. Um livro novo na estante de cada pessoa. Páginas em branco esperando para serem preenchidas, com histórias, momentos e aprendizados.

Há quem diga que não adianta o ano ser novo se o seu 'eu' ser velho. Concordo com isso. Muitas vezes fiz metas no papel de 'Coisas A Fazer no Ano X'. E me frustei totalmente. Eram metas que não eram alcançáveis naquela época. E que só fizeram com que eu me sentisse um lixo ao final do ano e não com esperanças de um novo.

2017 foi um ano conturbado. Mas vivido. Então na virada, pedi a Deus um 2018 mais calmo, sereno. Não colocaria metas. Deixaria a vida seguir e veria quais rumos eu poderia tomar. E isso me fez bem. Não me cobrei tanto, não exigi tanto de mim mesma. Então consegui seguir e viver um bom ano. 

Foi um ano que muitas coisas se esclareceram para mim. Muitas coisas receberam uma luz e foram esclarecidas. Foi um ano que consegui parar e pensar se era isso mesmo que eu queria. E como não era, coloquei um ponto final e fui ser feliz. Acertei alguns pontos nos 'is', resolvi equações da vida e estou seguindo bem. Fechando o ano feliz e em paz, o que é principal.

Consegui fazer um mês todo de postagens, o que fez com que eu me sentisse muito bem. Mesmo depois tendo relaxado um pouco. Mas se eu não estava bem para vir, não transmitiria verdade aqui não é?

Que 2019 seja um bom ano. Como tiver de ser. Que a cada dia, cada um possa aprender algo novo, algo que acrescente e faça somar. Que as pessoas se respeitem mais, respeitem o outro como um todo e assim possamos seguir e chegar ao 31/12/2019 com a sensação de dever cumprido!

Ótimo ano! Boas 365 novas chances pra você!!

(Imagem para ilustrar minha ansiedade com a ultima temporada de GOT!)


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A ausencia novamente

Me trai novamente. Deixei a preguiça, procrastinação, e coisas pequenas me impedirem de estar aqui.

Hoje peguei o computador, descarreguei as fotos da câmera, e definitivamente não sabia por onde nem porque começar a escrever de novo.

Tô tentando encontrar foco para levantar aqui de novo. Preciso ser mais forte. Por mim, pois sei o quanto isso me faz bem.

Força, força!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Filmes Vistos: Viva! A vida é uma festa!



E já que hoje é dia de Finados, achei propício falar sobre esse filme que vi a um tempo e precisava colocar para fora minhas emoções.

Já tinha visto o trailer, mas acabei deixando de lado esse filme. Até que um domingo resolvemos assistir e eu amei demais! Sabe quando você precisa de um filme que te acalme, que te alivie a cabeça de tudo aquilo que vem assistindo e que não causam efeito nenhum, é esse!

Miguel é uma criança que sonha em ser músico (daqueles Mariachi). Porém a família é totalmente contra a qualquer tipo de música, já que o Tataravô abandonou a família para seguir a carreira. Bem é isso que eles pensam.

Nos dias dos Mortos, toda a família monta um lindo altar, colocando as fotos dos entes queridos, para sempre lembrar-se deles. Até que Miguel percebe, que a foto cortada do Seu Tataravô se parece muito com a do seu Ídolo maior, o Mariachi mais famoso da região. E então ele junta 1+1 e vai ao túmulo desse músico, e quando ele toca o violão que era dele, a viagem acontece!

Miguel é transportado ao mundo dos mortos. O portal onde eles podem vir e ficar com seus parentes durante a noite. E ele segue na missão querendo encontrar o seu avô para provar para a família que não foi de propósito que ele abandonou. Porém, quando ele enfim consegue encontrar esse tal músico ele cai na real, e começa uma longa batalha para saber em que e em quem realmente acreditar.



É um filme lindo. A Pixar acertou em cheio novamente. É um filme lúdico, musical, e cheio de rimas para atrair as crianças, porém com entrelinhas que fazem os adultos pensarem nos pontos principais e importantes da vida. Coisa que a Pixar vem fazendo e muito bem desde sempre (UP, ToyStory...)

Miguel é um menininho que te faz querer lutar junto com ele. Que te faz torcer, rir e se emocionar quando tudo enfim é explicado. E a vózinha dele, é uma fofura em pessoa. Me fez lembrar das minhas em vários momentos, o que fez com que algumas lagrimas involuntárias saissem.

É um filme para a família inteira. Quero ver de novo e de novo, porque é daqueles filmes que enchem os olhos e aquecem o coração. Pixar pode continuar assim que tem uma fã aqui que verá todos!! 


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

'Não é sobre Correr contra o tempo pra ter sempre mais...'

Já faz um tempo que venho percebendo o quanto as pessoas ficam constantemente cobrando as outras, criando relógios fictícios que muitas vezes só atrapalham a vida do outro.

Não precisamos correr tanto assim pra tudo. E nem sermos cobrados. Quando casaremos, quando mudaremos, quando faremos. Você não é uma engrenagem que pode rodar o ponteiro do outro. Cada um tem seu tempo e sua hora para coisas.

Se você quer investir hoje em algo que deseja muito ser do seu jeito invista. Não deixem que te falem: Mas e se daqui tantos anos acontecer isso? E se você daqui um tempo quiser isso? Não amigo! Você pode fazer o que quiser no hoje se tem vontade e condições para isso. Só você sabe a hora que as coisas devem acontecer na SUA VIDA!

Temos sim que planejar o futuro, a curto e longo prazo. Mas não é nada legal ter 'tic-tac's' nas nossas orelhas cobrando e perguntando de cada campo da sua vida. Quando vem o namorado? E o noivado? E o neném? E o outro? Quando trocam de casa? E de carro? Não vai mais estudar?

A vida tem que ser vivida a cada maneira. Cada um tem um gênio, um relógio biológico e um porém na vida. Não queira apressar o de ninguém se não quer que apressem o seu. A gente não sabe o dia de amanhã, e não sabe o que se passa com cada pessoa.

E não tenha medo de começar de novo. De acertar os ponteiros e apertar o cronômetro de novo e de novo e de novo. Nunca é tarde para estudar, para mudar de vida, para malhar, para o amor, porque não!?

Não corra contra o seu relógio para ter mais e mais, e não ser feliz!

(Setembro/18 - Sarapuí/SP)

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Seriando-se: Elite (Original Netflix - 1ª temporada)



Olá.

A gente fala que não vai passar as séries novas na frente mas não tem como né? Confesso que achava que seria na pegada RBD da vida, que não iria curtir e tal, mas eu gostei muito.

O enredo mostra 3 jovens da classe baixa (Samuel, Nadia e Chisrtian), que após a escola ter desabado, 'ganham' bolsas de estudo para estudar em Las Encinas, uma das escolas mais populares da região, e que somente alunos da elite social estudam.

Porém logo no primeiro episódio vemos que alguns alunos estão em um interrogatório. E no fim desse, vemos que houve um assassinato, e quem foi a vítima. Confesso que fiquei chocada quando descobri quem morreu, e já comecei a especular mil e uma possibilidades.

Ao longo da série temos cenas do interrogatório e cenas do passado, mostrando motivos que poderiam ter ocasionado o assassinato. E lá para os últimos capitúlos temos cenas do presente, após o ocorrido. Só ficamos sabendo quem matou no 8 e último episódio dessa primeira temporada.

Confesso que desconfiei de vários personagens. Alguns eu já meio que chutava que não tinham sido, porque eram motivos óbvios demais. E passei longe de quem foi. Não gostei (porém é até entendível) o motivo da morte, mas achei meio blaaaah.

E foi muito legal que a última cena deixa um gancho para uma próxima temporada, que já foi confirmada.

Achei super interessante como a série aborda temas atuais: homossexualidade, poliamor, corrupção, suborno, diferentes classes sociais. Você vê as coisas com outros olhos e fica boquiaberto em algumas situações.



Os atores são ótimos. Super se entrosam em cena. Alguns vieram do La Casa de Papel. E uma delas, que fiquei me perguntando quem era, porque não sossego quando cismo com um ator, descobri que era a protagonista de uma novelinha infantil lá dos anos 2000 que passou no SBT, 'Amy, a menina da mochila azul!'

Indico a série sim. Acho que muita gente está com o pé atrás pelas fotos de divulgação, aqueles uniformes todos e tal. Mas vale a pena sim. E me fez gostar mais de séries desse gênero com investigação e tal. Até fiquei com mais vontade de ver Scream de novo. Vi 1 ou 2 episódios e parei.

Ah!! E depois vendo alguns comentários no TVST, vi que uma pessoa comentou uma determinada cena e dá super para ver quem foi mesmo. É uma coisa de 5 segundos, uma frase, que fez todo o sentido!!!

E você? Já viu Elite? Acertou quem morreu e quem matou de primeira? 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Já se passaram 10 anos dos 18...

Na última terça, 16, completei 28 anos. Bem vividos graças a Deus.

Tinha algumas idéias para postar aqui mas acabei deixando passar. Na noite anterior a data, eu me peguei pensando: caramba, já fazem 10 anos que fiz 18. E quanta, quanta coisa passou nessa década.

Me peguei pensando naquela Carol de 2008, nas coisas que ela pensava, sonhava. E muita coisa mudou sim. Em 2008 estava começando a me mostrar pro mundo. Na verdade, foi um ano de fechamentos de ciclos. Ano que me formei no colégio, e acabei o primeiro estágio. Ano que deixei para trás 7 anos numa mesma escola, que dei o último tchau a amigos que estavam comigo até antes disso. Primeira vez que sai de um serviço onde aprendi tudo, tudo mesmo. Desde a furar a folha no centro com o furador, a atender bem uma pessoa ao telefone.

Aquela Carol era bem insegura com tudo. Tinha medo de se declarar, de mostrar as coisas que gostava. Não arriscou tanto quanto deveria talvez. Se escondeu muitas vezes, foi incompreendida, e julgada também. E iludida porque não. Era uma Carol que queria fazer faculdade (Administração, Moda, Psicologia, Fisioterapia e Jornalismo), mas não sabia, qual, onde e nem por onde começar, afinal, teria que bancar por conta própria.

Dá uma saudade sim, de pensar em tudo que vivi nesses anos que seguiram. O começo da faculdade, novos amigos, nova rotina. A volta pro antigo estágio, porém como nível superior, e depois de 2 anos o primeiro emprego mesmo, registrada em carteira, que é o que estou até hoje. Não imaginava que minha vida tomaria tais rumos, mas hoje fico feliz pelo caminho que trilhei.

Fiz muitos amigos, mantive alguns, perdi outros. Não digo perder, como se fizesse falta. Por uma época, me doeu ver que me afastei de algumas pessoas (se culpa minha mesmo ou não), mas hoje compreendo que foi melhor, e que até as mais recentes 'perdas' me fizeram bem. Me fizeram crescer de alguma forma. E novos amigos vieram. A Carol de hoje prioriza os poucos amigos, desde que esses sejam de verdade, coisa que a Carol de 18 já adorava um amigo novo no Orkut.

Devia ter me cuidado mais. Mas nunca é tarde e a gente aprende. Aprende a se cuidar por você mesmo. A não ligar (tanto) quando a calça fica mais apertada do que deveria, ou aquela blusinha já não tem o mesmo caimento. E falando em caimento: ainda bem que o senso de moda mudou também. Porque pensando bem, era cada lookinho que nossa kkkk

Falando sério agora... minha vida foi vivida nesses 10 anos da forma que tinha de ser. Uns empurrões do destino, outros meus mesmos. Aprendizados, calos da vida ganhos, muitas quedas tive, porém levantei tantas outras. Percebi depois de muito custo, que a família da gente é que realmente vai estar nos seus momentos da vida (felizes ou tristes). Que o amor pode acontecer, quando você mesmo esperar, e que não precisamos ter pressa de tudo não. As coisas vão se encaixando na vida, igual ao jogo de Tetris. Para a Carol dos 18: valeu a pena garota! Você deu o seu melhor em cada situação. O medo te segurou em algumas, mas foi melhor assim. E pra Carol de 38: que você continue essa mulher forte que se tornou, que tenha arriscado mais, sonhado mais e tentado mais. E que seu coração continue o mesmo não importa a situação.

Parabéns para mim! Agora pros 30 só faltam 2. Estou querendo montar uma listinha aqui no blog, daquelas de coisas para fazer antes dos 30. Quem sabe né. Se bem que para mim os 30 valem do 0 ao 9... então ainda temos chão não é?