terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Seriando-se: Zumbo's Just Desserts (2 temporadas - Netflix)

 


 Eu já disse outras vezes que sou meio a doida dos reality's, principalmente os que envolvem comida. Eu adoro ver a criação de pratos e o lance do tempo e tudo o mais.

Um amigo indicou o Zumbo's, e eu comecei a assistir. E viciei! São duas temporadas, mas é super rápido de ver, você nem percebe. Só um alerta: você fica com uma vontade absurda de comer doce hahaha

 

 
O programa consiste em uma competição de sobremesas temáticas, que além de seguirem a prova proposta, devem ser, é claro, gostosas. Sobremesas com fumaças, penduradas, esculturas, com surpresas, o que você imaginar!
 

Em cada episódio os participantes fazem uma prova criativa, onde um deles ganha de melhor confeiteiro do episódio. E os dois piores vão pro desafio Zumbo, onde precisam replicar, o mais semelhante possível uma sobremesa criado por Adriano Zumbo. Confesso que nunca vi uma pessoa que cria tantas camadas numa sobremesa, e como tudo parece tão gostoso.
 



Como toda competição, a gente acaba tendo os favoritos, os engraçados, os que você não entende porque estão ali, e os invejosos. Ahh! Esses me irritam demais! As que torci acabaram vencendo no fim de cada temporada. Em alguns eu até chorei, não que seja difícil, mas por você ver que muitos abriram mão de coisas para estar ali. 

 


 

O programa é apresentado por Zumbo e também Rachel, que é super critica, mas que pontua bem o que fala aos candidatos, além de ter vestidos lindos, e que me lembra a personagem de Emilia Clark em 'Como eu era antes de você'.

 

É bem leve, divertida e te dá vontade de criar essas coisas em casa. De ter essas batedeiras super potentes e de derreter chocolate por ai. 

Quer algo leve, assistam Zumbo's. Você vai se deliciar!

Classificação Seriática: ♥♥♥♥♥

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A gente vai aprender muito ainda...

Não adianta.. a gente vive constantemente de erros e acertos.

Erramos tentando acertar. Acertamos depois de muitas vezes ter medo de não tentar por errar.

Erramos por amar demais, falar demais, sentir demais. Erramos por conversas que não deveriam existir, por palavras que poderiam ser guardadas, por atitudes que deveriam ser repensadas.

Errar um pouco por dia, aprender um muito por dia também. Aprendemos com os erros, e tentamos não comete-los novamente, porém as vezes, não conseguimos.

Erramos tentando agradar aos outros e não à nos. Erramos por buscar coisas para mostrar aos outros e não para a nossa felicidade. Erramos por pensar muito no passado, erramos por querer controlar o futuro e erramos por não vivermos o presente.

São erros e acertos, derrotas e vitórias. Que nos ensinam, amadurecem, inspiram. A ser uma pessoa melhor, uma companheira melhor, uma amiga melhor.

Que nos permitamos também errar mais. Ter mais coragem de arriscar e ir atrás do certo, sem pensar mil e uma vezes no que pode dar errado.

Para, respira, e vai! Leva borracha, corretivo, apagador. Corrige seus erros, repensa e segue. Vai dar tudo certo, a gente tem muito o que aprender ainda!

Boa semana!

 


 

 


sexta-feira, 27 de novembro de 2020

No escurinho do cinema: Princesa Mononoke (Netflix)

 


 

Hoje vim falar sobre um filme um tanto diferente do que costumo assistir. Sou fanática por animações de Disney, Pixar e afins. E depois de mais velha, nunca tinha parado para ver uma animação que fugisse, digamos assim, desses padrões.

 

Em um domingo, o Fê sugeriu que assistíssemos. E já me alertou rindo: não tem música igual a Frozen hein! Confesso que fiquei com medo de realmente não gostar, mas me surpreendi, sim!

Eu ainda sou meio leiga pra dar uma sinopse aqui então, peguei na Wikipedia um resumo:

'Japão, Era Muromachi. Aquele era um tempo de muitas mudanças, onde as pessoas ainda conviviam com feras e deuses. Mas a paz só duraria até um inevitável dia em que tudo seria posto abaixo e as pessoas mostrariam do que eram capazes.

Um terrível demônio que possui o corpo de deus-Javali, estava deixando a floresta e se dirigindo ao vilarejo dos Emishi, um recluso povo nobre cujo príncipe chama-se Ashitaka, ele é quem se encarregou de parar o terrível deus-Javali (na verdade um "Tatari Gami", ou "deus da Maldição") que estava a caminho de sua região, e com certeza iria destruí-la. Entretanto, o resultado dessa batalha é que ele acaba recebendo uma maldição, posta pelo demônio pouco antes de morrer. Essa maldição lhe fora revelada que o traria muita dor e sofrimento, levando-o após um tempo para a morte. Condenado, Ashitaka decide deixar seu povo e segue para o oeste, em busca da cura para o seu problema.

Sem que ele soubesse, no oeste, os mineradores de ferro e os deuses-animais travam uma grande batalha. Do lado dos deuses-animais se encontra San, uma jovem garota que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobo. Seu ódio pelos humanos que querem destruir a floresta dos deuses é tão grande, que ela acaba esquecendo-se de sua própria humanidade. Mas sua vida muda quando ela conhece o jovem príncipe Ashitaka, que passa a amá-la.

As coisas não estão fáceis, já que os mineradores da aldeia liderada por Lady Eboshi só querem que sua terra seja um lugar bom e estável para se viver, e seria da floresta que eles retirariam as riquezas minerais, nem que para isso animais fossem mortos e árvores fossem derrubadas. Ashitaka acaba tendo que ajudar San e os deuses-animais contra as intenções destrutivas do homem contra a natureza. Ele também descobrirá o verdadeiro motivo de ter sido amaldiçoado e sua missão naquela guerra.'

Lendo assim eu sei que parece meio confuso e tal. Mas esse filme é muito sensível na verdade. Sabe aquela coisa de desenho que não é pra criança? Ele passa várias mensagens sobre crenças, lutas, tradições que são fantásticas. E a relação com a natureza, os animais, e tudo o que nos foi 'dado' é incrível e atemporal. Afinal, nos faz refletir sobre como estamos hoje cuidando desse bem. E que as guerras começarão a acontecer por esses motivos. 

San é uma garota sem palavras. Ela foi criada longe de humanos, sabe dos seus ideais e luta por eles com afinco. Não se deixa abater e faz o que tem que ser feito. Mas em dados momentos após conhecer Ashitaka, ela se permite também ouvir a voz do coração.

Se quer uma animação diferente, que fuja dos padrões princesa/reino/baile/príncipe assista esse filme. Dê uma chance ao diferente, ao que foge da sua caixinha. 

Pipocômetro: 💜💜💜💜💜 

 



 


terça-feira, 24 de novembro de 2020

... e água benta!

Crescemos acreditando em muitas coisas. E muitas vezes, nem sabemos direito o porque. Na maioria dos casos são crenças que passam de avó, mãe, pai, tio pra gente. E assim vamos crescendo.

Desde que me lembro sempre tivemos água benta em casa. Tenho muitas lembranças da garrafinha de água ou da jarra ao lado da TV ou do rádio relógio esperando a bênção do padre e coisa e tal.

E cresci assim. Aquela água era dividida entre todos da casa, cada um tomando um copinho. As vezes era passada onde doia.. perna, braço, costas... Ou jogada no topo da cabeça pra abençoar tudo. E lembro que a minha avó 'renovava' a água completando a garrafa. Afinal, a benção ainda estava ali não é mesmo. Era a fé dela e pronto. Não tinha o que questionar. 

Até hoje meus pais ainda assistem a benção da água e eu ainda acredito. Tomo sempre um gole, afinal né... mal não faz kkkk E esses dias mesmo, tive uma crise fortíssima de rinite e resolvi fazer um chá pra dar aquela aliviada. Na pia tinhamos a jarra de agua e a garrafinha com água benta. Pensei: hum, sempre bom um reforço não é mesmo. Misturei as duas, e fiz meu chá. Melhorei. Pelo chá e pela fé, quem sabe?!

Mas é isso: Fé é Fé. E pronto. Se você acredita, já é o suficiente. Se você tem convicção que aquilo te fará bem, te fará melhor, vai nessa. Ninguém tem o direito de questionar suas crenças, seus ritos, suas tradições. 

Cada um tem a sua, seja do tamanho de um grão de mostarda ou do oceano. Fé é fé, inquestionável e única, de pessoa pra pessoa.

Quais são suas crenças? Qual coisa que você acredita e faz que te dá aquela segurança no dia a dia?

Boa terça!

 


 

sábado, 21 de novembro de 2020

Seriando-se: Love (Netflix (1ª - 3ª temporada)



Uma das metas que me impus esse ano, ainda mais com essa pandemia, foi finalizar todas, ou pelo menos a maioria das séries começadas. Já consegui com Sense8, Demolidor está em andamento, e Love era uma delas. Comecei a assistir a uns 4 anos, quando lançou a primeira temporada. Até resenhei aqui as minhas impressões. Porém, as novas foram lançando e nem me liguei em acompanhar tanto assim.

A historia vem mostrar o relacionamento de Mickey e Gus, dois jovens que se amam e tentam das mais diversas formas  manter esse amor firme, mas também estão em constante busca de melhorarem quem são como pessoa, e encontrar o seu lugar e missão no mundo.




Gus tenta ir atrás de seu sonho: ser um grande diretor, e tentar de vez largar a profissão de professor dos atores da série Bruxaria. Ele consegue com a ajuda de seus amigos, filmar algumas cenas e tal, mas vê que precisará de muito mais, para lançar seu filme independente. 

Mickey luta para se manter sóbria. Ela é dependente de drogas, alcool e de amor. Sim, isso mesmo. Ela procura ajuda numa espécie de AA, e consegue ir se superando a cada dia. Cai, como é possivel que aconteça, mas vê que precisa lutar, se quiser ter as pessoas que ama por perto.




Confesso que gostei bem mais dessas duas temporadas. Mostrou mais drama, mas embasamento na história. A gente consegue ver pontos do passado dos dois e entender algumas coisas, e torce muito para que eles fiquem bem, que se acertem. Os dois errarão muito, mais quem em um relacionamento nunca errou?

O que mais gostei no episódio final foi ver que o que importa numa relação não é mostrar pros outros o que você tem, faz, ou coisa assim. É estar bem com o outro, os dois estarem felizes, se aceitarem e ver que a qualquer hora é hora de demonstrar amor. 




Se você quer uma série legal de ver, sem tanta coisa a se pensar, bem de boa, e rápida, veja LOVE. Os episódios são rápidos e engraçados na maioria das vezes.

Classificação Seriática: 💜💜💜💜

sábado, 7 de novembro de 2020

Tá foda!

 São dias difíceis, dias em que ouvimos coisas demais, absurdas demais. 

A cada dia mais nos mostram que não podemos ser 'livres'. Que não devemos usar o que queremos, postar a foto que achamos bonitas, agir como dar na nossa telha.

Somos julgadas a cada segundo, e massacradas a cada deslize. Não podemos ser sensuais demais, nem puritanas demais.

Não querem que saibamos demais, pois podemos passar a impressão de arrogância.

Não devemos nos maquiar demais pois podemos parecer ousadas e atrevidas.

Devemos maneirar nossa sensualidade para os momentos certos, ou do contrário, pode ser usada contra nós.

Nossas escolhas de vida, que deveriam fazer jus apenas a nós mesmas, são banalizadas.

Não imaginam como é sair de casa com medo a cada esquina, e se sentir um pouco mais segura só pelo fato de estar com um ser do sexo masculino.

Não fazem ideia do que é pensar 10, 20, 30 vezes na roupa que vai vestir, pois não sabemos o que vamos encontrar na rua.

Se não damos sorrisinhos com cantadas furadas somos frigidas, frias e mal comidas. Se falamos não, somos rotuladas de difíceis e não pensam que o não pode ser e é apenas o que ele é mesmo: não!

Tá foda ser mulher, no Brasil e no mundo. E não me venham com falso apoio do tipo: te entendo tenho mãe, irmã, filha... o seu apoio tem e deve vir globalmente, e não só no seu círculo.

Tá foda tentar enxergar a luz no fim do túnel. Mas sei que não vão nos calar tão cedo. Tentarão, ganharão algumas vezes, mas lutaremos infinitas mais. 

Vamos juntas, ensinar o mundo o que ele ainda tem que aprender: temos tanto direito quanto aqueles que possuem os cromossomos XY!



terça-feira, 20 de outubro de 2020

Um dia acontece, a gente tem que crescer...

 Ando bem pensativa ainda nesse meu novo ciclo. Ponderando coisas, querendo esclarecer outras. Resolver pendências, discutir sobre o que não ficou bem certo no passado. E sigo assim: aceitando um dia de cada vez. E aceitando que eu estou onde deveria estar.

A vida não tem receita própria, não tem padrão certo e é essa toda a graça dela. Do que adiantaria se soubéssemos que com x anos faríamos tal coisa todos iguais. Seria no mínimo um saco. Percebo que posso evoluir sempre, que devo me desapegar sem medo do que não me faz bem, e acreditar mais em mim.

Respeitar que meu passado não pode ser mudado. Que o que aconteceu ou não teve um motivo. Que posso ainda não ter entendido ou questionar até demais, mas aceito e confio, que no meu futuro algo fará meus olhos abrirem e ver que os momentos foram aproveitados das melhores formas possíveis.

É complicado amadurecer... você começar a entender que terá menos tempo com aqueles que já tem o dobro da sua idade, e que os mais simples momentos são os que lembraremos. Seja a risada, cheio, ou toque.

A vida vem, passa rápido, dá uma chacoalhada, mas é linda! E tem que ser aproveitada da melhor forma que o momento e as circunstâncias permitirem. Posso ainda ser teimosa, chata e neurótica com alguns assuntos, mas sei que com o tempo aprendo, nem que pra isso eu demore mais 30 anos.

Aceitei que pessoas mudam, evoluem e são mais profundas do que parecem. Que cada um sabe a alegria e a dor que trás no coração, e que devo acima de qualquer coisa, respeitar. Posso hoje não estar rodeada de amigos, como era a anos atrás, mas sei que os que tenho hoje, valem a pena. 

Talvez eu nunca deixe de ser meio moleca. Talvez isso faça parte de mim. E se eu deixar, posso não ser mais eu. O importante é se renovar a cada dia, evoluir, mentalizar as coisas boas e acreditar: A VIDA PODE SER MARAVILHOSA!



sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Ai Deus... Trintei!

São três décadas completas. Pouco mais de 7.300 dias vividos. E posso dizer que aprendi nesses anos. Muita coisa.

Aprendi que os amigos de verdade ficarão comigo não importa o que aconteça. Seja para comemorar ou para consolar. E que as amizades do colégio nem sempre serão eternas como eu disse no último dia de aula.

Vivi muita coisa nesses 30 anos. Algumas menos do que gostaria, algumas mais do que precisaria. Mas vivi. E sobrevivi a tudo. Sobrevivi a derrotas, decepções, brigas fúteis e a perdas. Aprendi a viver com a dor, e a encarar o que temos que enfrentar de cabeça erguida.

Percebi que nada é mais tão fácil do que era com 15,20 anos. Que as responsabilidades aumentam e muito. E as vezes sem a gente perceber ou querer. Isso é o tal do ser adulto, do amadurecer.

Parafraseando Sandy: tenho sonhos adolescentes, mas as costas doem. Sou jovem para ser velha, e velha para ser jovem. E isso nunca fez tanto sentido. Carrego ainda em mim muitos sonhos de quando era menina, e outros fui reformulando ao longo da vida. Doer? Tudo dói. Desde o joelho ralado ao coração partido. E eu já acho engraçado trabalhar com pessoas que tem a metade da minha idade. Que quando nasceram eu já estava no meu estágio. E ao mesmo tempo, ter contato com pessoas que já tem filhos crescidos, estabilidade financeira e emocional, e curtem a melhor fase segundo eles.

A idade as vezes pesa. As vezes dá uma surtada na gente. Mas ai, paro, repenso e sigo. Não posso deixar que me digam o que tenho que fazer, quando e como. Sou a capitã do barco da minha vida. Vou precisar de ajuda para navegar algumas vezes, mas o Norte do meu caminho, que terá que achar serei eu mesma.

Sinto falta sim, de algumas coisas do meu passado. Mas também mudaria muita coisa. Me arriscaria mais, não deixaria as oportunidades de certas felicidades passarem, abraçaria mais as pessoas, aproveitaria melhor os momentos simples. Vi que hoje, as noitadas de balada regadas a cachaça, não fazem mais sentido para a Carol de 30, mas faziam pra de 20. Dançaria mais, sorriria mais, me entregaria mais.

Que esse post seja como uma carta para a Carol dos 35,40,50. E que essas coisas que sinto hoje possam ter melhorado ou mudado. E que não tenha aumentado em mim a pressa de fazer tudo de uma vez. Que eu aproveite cada ano, cada virada de ciclo. 

Feliz 30 para mim!

 


 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Andei Lendo: O nome do Vento, Patrick Rothfuss


Não via a hora de vir falar sobre esse livro. Não por ele ser meu preferido, nem nada assim. Mas por ter me ajudado muito no momento que eu o li.

O Nome de Vento é um livro de fantasia. A última obra que tinha lido que chega perto do quesito fantasia foi Harry Potter. Então era um universo que eu ainda não estava acostumada. 

Já adianto não é um livro fácil de se ler. Mas vale muito, muito mesmo a leitura. O livro mostra a história de Kote, um homem que esconde muitos segredos sobre seu passado, e que viveu um momento na história de sua aldeia, que muitos acreditam ser lenda. Mas ele no fundo sabe que não foi.

Um dia, Kote conhece um cronista, que sabe que ele é o menino das lendas, e que quer escrever a sua historia. Kote então promete contar a ele a história toda como realmente aconteceu, mas para isso ele precisará de 3 dias. Então no livros temos dois tempos: a história de Kote na infância até ingressar na faculdade, e os amigos que lá fez, e atualmente, com as coisas que acontecem em seu bar. O livro vem mostrar que as coisas que conhecemos, como por exemplo: agua, fogo, ar, tem seus próprios nomes, e a partir do momento que você descobre o nome verdadeiro, você adquiri poder sobre ela. E Kote... sabe o Nome do Vento. Intrigante essa história toda certo?

Você até mescla um pouco as coisas com Harry Potter, mas não tem a ver. Apenas lembra sabe. Eu gostei muito quando conta as coisas que ele passou na faculdade, as aulas, as alquimias. Esse livro me fez entrar vezes em um mundo de terror, romance, fantasia, ação, tudo junto e traçado de uma forma que te prende. 

Tive horas que me arrastei. Tive sim, não vou negar. Mas valeu muito a pena mesmo. É de uma sutileza incrível. 

Esse livro me ajudou num momento difícil que passei em 2019. A fantasia dele me ajudou a não beirar a loucura. Conhecer o mundo e a história do Kote, me permitiu não surtar, e os elementos dessa história encheram minha mente e meu coração. 

Pode não ter sido uma resenha do livro em si e tal, é que não é um livro fácil de ser explicado. É melhor ser lido.

Algumas frases:

Ele fez tudo certo, por todas as razões erradas.

Eles se consideravam casados e não viam muito sentido em anuncia isso a qualquer governo ou a Deus.

As corujas são sabias. São cuidados e pacientes. A sabedoria impede a audácia.

Encontrei o que eu mais queria, so que não o que eu mais esperava... como tantas vezes aconteceu ao realizarmos o desejo que temos no coração.                                                                                                                                                                                  As entradas são mais fáceis que as saídas.

Todos nos transformamos naquilo que fingimos ser.

Você lhe mostra que ela é linda. Faz seus olhos um espelho, de suas mãos uma prece, No corpo dela. É difícil, dificílimo, mas quando ela realmente acredita em você, de repente, a história que ela conta a si mesma em sua cabeça se modifica. A moça se transforma. Deixa de ser vista como bonita. Torna-se bonita de ser vista.

Enfim, posso ter falado muito, e não ter falado nada ao mesmo tempo. Mas só posso pedir... conheça o Kote, deixe ele te mostrar esse mundo. Vale a pena, e muito. Kote me ajudou quando eu mais precisava.. quem sabe não é o momento dele te ajudar também?

Classificação Literária: 💙💚💛💜

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        


 

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Eu fico com a pureza, da resposta das crianças...

É a vida, é bonita, e é bonita!

Dia daquelas que nos ensinam muito, mesmo tendo pouco tempo de vida, muitas vezes, menos da metade da nossa idade.

Dia daquelas que nos transmitem luz, paz e alegria da forma mais pura. Aquelas que terão o abraço mais sincero e apertado, mas reconfortante e carinhoso.

Hoje nos lembramos daquelas que tem as melhores respostas, e muitas vezes as mais sinceras. Aquelas que falam sem filtro e nos ensinam coisas que nos já aprendemos mas esquecemos com a maturidade dos anos.

Somos surpreendidos por esses seres, que muitas vezes já sabem muito mais que nós, já manjam mais de tecnologia que a gente, e que certamente acham que a nossa geração dos anos 90 já são tiozoes.

Crianças que as vezes perdem a inocência muito cedo, que perdem o brilho que é tão próprio delas por questões familiares, que as vezes não são escutadas quando falam a verdade, por ninguém botar fé e achar bobagem.

Não vamos perder a nossa pureza. Que ainda tenhamos a inocência de crianças quando precisarmos e que nos esforcemos para que as nossas crianças, os nossos futuros, não percam essa pureza e essa inocência tão cedo.